Finalmente.

Finalmente o dia 12 de setembro chegou. Depois de uma longa espera, pude ir à Fnac mais próxima de minha casa e sair de lá com um disco branco, com um caixão e uma espécie de fuligem imitando um campo magnético.

Para mim, essa é uma sensação indescritível. Adquirir um álbum, abrir seu lacre com todo o cuidado possível e colocar o CD num aparelho de som decente.  E o de hoje era um disco especial.

Sempre fui fã de Metallica. Quer dizer, desde que me apaixonei por música, com certeza o Metallica teve um papel fundamental no meu crescimento. Meu primeiro disco do Metallica foi o …And Justice For All, o único que eu não tinha gravado em fitas K7. Me lembro de ter ouvido-o pela primeira vez no toca CD’s do carro de uma amiga de minha mãe, enquanto as duas conversavam em casa. Foi incrível.

Porém, nem tudo são glórias. O primeiro disco que comprei da banda no seu lançamento foi o controverso Load. Imaginem eu, com meus 16 anos, sedento por playboys e guitarras trash, economizar uma grana para ouvir Mamma Said. Foi um baque. E os amigos da escola rindo dos componentes da banda terem cortado o cabelo… Foi triste, humilhante.

Um ano se passou, e veio o Re-Load. Se o Load foi um baque, esse foi uma decepção mesmo. Nessa época, eu até passei a gostar do Load. Mas Re-Load foi duro. Com exceção de Fuel, nada se salvava.

Depois veio o Garage Inc., um disco de covers muito bom. Veio S&M, um disco com o acompanhamento de uma orquestra sinfônica, também muito bom. Mas de um disco novo, era um abismo.

Lembro de ver o James ser internado em uma clínica de reabilitação. Aguardar por anos sem uma música nova. Então, rumores que o Metallica estaria gravando um disco sensacional, de volta às origens. Nessa época, eu estava no último ano da faculdade, eu já não era tão radical para a música (eu tinha quase que a discografia completa dos Beatles!), mas conforme os dias iam passando, eu ficava cada vez mais ansioso em ouvir St. Anger. Jesus, que dia para ser esquecido. Eu ouvia latas de Suvinil e não havia um solo. UM!!! Desse dia em diante, prometi para mim mesmo que o Metallica tinha morrido. Que a banda tinha morrido em um acidente aéreo em 1992, e que de lembrança só restavam os cinco primeiros discos. Chega desses vendidos malditos.

O tempo foi passando, e novas notícias sobre um novo disco do Metallica tomaram conta da internet. E pior, diziam que era um disco Old School. Juro que ri. De novo essa bobagem? E alguém acredita? Que piada…

Pois me vi entrando no site da banda, para acompanhar de perto. Quer dizer, sem nenhuma pretensão, afinal, não ia acreditar nesses mentirosos. Mas algo aqui dentro me dizia, clique para ouvir as músicas novas. Você não precisa dizer para ninguém que as ouviu. Então, escutei The Day That Never Comes, que de cara, não gostei. Mas passei o dia seguinte ouvindo-a sem parar. Sem parar MESMO. Aí ouvi Cyanide ao vivo. Essa eu achei muito ruim, até por que a produção do show não foi lá essas coisas. Depois veio My Apocalypse. Que porrada. Quando menos percebi, estava batendo cabeça no meio do serviço. E todo aquele sentimento de aguardar um disco novo do Metallica voltou.

Finalmente o dia 12 de setembro chegou. Depois de uma longa espera, pude ir à Fnac mais próxima de minha casa e sair de lá com um disco branco, com um caixão e uma espécie de fuligem imitando um campo magnético.

Que se inicia com batidas de coração e uma porrada chamada That Was Just Your Life. Que passa por The End of the Line e por Broken, Beat & Scarred, duas faixas incríveis, principalmente a última, com um riff tão bom que se fosse do Black Album eu não duvidaria. Vem All Nightmare Long, que é uma PORRADA. A mais pesada do disco, e com certeza uma das melhores. Vem The Day that Never Comes, e depois, Cyanide. Que ficou muito boa, mil vezes melhor do que a versão ao vivo. Tão boa que é uma das minhas favoritas, mesmo sendo uma das mais simples do álbum. Vai entender…

Em seguida, The Unforgiven III. Essa eu fiquei com medo antes de ouvi-la. É duro mexer num vespeiro: tem que ser corajoso em repetir um erro (The Unforgiven II do Re-Load.) Mas essa versão fica mais próxima da boa música do álbum preto do que da terrível do sétimo álbum. Mesmo assim,, me parece que é a única faixa do álbum que parece estar sobrando.

Depois, vem The Judas Kiss. Paulada pura, com um riff bem grudento. Em seguida, Suicide & Redemption, que embora fique longe (à anos luz, para ser mais preciso) de Orion ou The Call of Ktulu, não é tão ruim assim como estão dizendo. E o disco finaliza com My Apocalypse, a melhor do disco.

E no final, posso dizer que esse é o primeiro disco do Metallica lançou que eu realmente gostei. Não tenho culpa de não ter acompanhado os primeiros discos da banda por ser jovem, nem por eles terem lançados discos, digamos, ruins nesse período. Mas esse aqui eu gostei. E muito.

Não dá para compará-lo com nenhum dos cinco primeiros discos, mas é o que chega mais perto. Sinal de que coisas melhores podem estar por vir… E que o sentimento de aguardar um disco novo do Metallica vai aflorar novamente com todas as forças, daqui a alguns anos…

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~ por wilbor em setembro 12, 2008.

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